Especialistas recomendam planejamento e atenção às exigências para acelerar a análise e assegurar o melhor valor possível
Por Redação Jornal União São Paulo
Foto: Divulgação
Planejar a aposentadoria é uma etapa essencial da vida financeira do trabalhador brasileiro. Com as mudanças trazidas pela Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019), entender as regras, os tipos de benefício e os caminhos para solicitar o direito junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tornou-se ainda mais importante.
A seguir, confira um guia prático com orientações para saber quando é possível se aposentar, quais documentos reunir e como dar entrada no pedido.
1. Entenda qual tipo de aposentadoria é o seu caso
Antes de tudo, é fundamental identificar em qual modalidade você se enquadra. Atualmente, as principais são:
Aposentadoria por idade
Mulheres: mínimo de 62 anos de idade e 15 anos de contribuição.
Homens: mínimo de 65 anos de idade e 15 anos de contribuição (para quem começou a contribuir após a reforma, a exigência pode ser de 20 anos).
Aposentadoria por tempo de contribuição (regras de transição)
Para quem já contribuía antes da Reforma, existem regras específicas, como:
Sistema de pontos (soma da idade + tempo de contribuição);
Idade mínima progressiva;
Pedágio de 50% ou 100% do tempo que faltava para se aposentar.
Aposentadoria especial
Voltada para trabalhadores expostos a agentes nocivos (como ruído, produtos químicos ou risco à saúde). Exige tempo mínimo de atividade especial e, após a reforma, idade mínima.
Aposentadoria por incapacidade permanente
Concedida quando o trabalhador comprova, por meio de perícia médica, que está permanentemente incapaz para o trabalho.
2. Verifique seu tempo de contribuição
O próximo passo é conferir se você já cumpriu os requisitos.
Isso pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS:
Acesse: meu.inss.gov.br
Faça login com sua conta Gov.br
Clique em “Extrato de Contribuição (CNIS)”
Confira todos os vínculos empregatícios e contribuições registradas
É importante verificar se há períodos faltando ou inconsistências. Caso identifique erro, será necessário apresentar documentos para correção.
3. Organize a documentação
Os principais documentos exigidos são:
Documento de identidade com foto;
CPF;
Carteira de Trabalho;
Comprovantes de contribuição (carnês, guias GPS);
Documentos que comprovem atividade especial, se for o caso (PPP, laudos técnicos);
Certidões de tempo de contribuição, se trabalhou no serviço público.
Ter toda a documentação organizada agiliza o processo e evita exigências posteriores.
4. Faça a simulação antes de pedir
O próprio sistema do INSS permite simular a aposentadoria. No Meu INSS, basta acessar a opção “Simular Aposentadoria”. O sistema indica:
Se você já pode se aposentar;
Quanto tempo falta;
Qual regra é mais vantajosa.
Essa etapa é essencial para evitar solicitar o benefício na modalidade errada.
5. Solicite a aposentadoria
Se já cumprir os requisitos:
Acesse o Meu INSS;
Clique em “Pedir Aposentadoria”;
Escolha o tipo de benefício;
Atualize seus dados;
Anexe os documentos solicitados;
Finalize o pedido.
Após o envio, é possível acompanhar o andamento pelo próprio sistema.
6. Fique atento ao prazo de análise
O INSS tem prazo legal de até 90 dias para analisar o pedido, mas o tempo pode variar. Caso seja necessário complementar documentos, o segurado será notificado.
Se o benefício for negado e o trabalhador discordar, é possível:
Entrar com recurso administrativo no próprio INSS;
Ou buscar orientação jurídica especializada.
Dicas importantes para não ter problemas
- Contribua regularmente: atrasos podem comprometer a qualidade de segurado.
- Guarde comprovantes: principalmente se for autônomo ou contribuinte individual.
- Atualize seus dados no CNIS com antecedência.
- Considere ajuda profissional: em casos mais complexos, um advogado previdenciário pode identificar a regra mais vantajosa.
- Planeje-se financeiramente: o valor da aposentadoria pode ser menor que o último salário.
Planejamento é a chave
Especialistas recomendam que o trabalhador acompanhe sua situação previdenciária ao longo da vida laboral, e não apenas quando estiver perto de se aposentar. Quanto antes houver planejamento, maiores as chances de garantir um benefício adequado e evitar surpresas.











