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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Presença de influenciadores em coberturas da Copa do Mundo reacende debate sobre a importância da formação jornalística

Professora Rita Donato é coordenadora do curso de jornalismo da FAPCOM

Por Assessoria de imprensa 

Foto: Arquivo pessoal / Rita Donato 

A recente repercussão envolvendo a participação da influenciadora Virgínia Fonseca como repórter da Rede Globo na Copa do Mundo reacendeu um debate importante para o mercado da comunicação: qual o papel da formação na produção de conteúdo?

A discussão ganhou força após críticas de profissionais da área à presença de Virgínia e outros influenciadores em espaços tradicionalmente ocupados por jornalistas. Nos bastidores da imprensa esportiva, o tema gerou reflexões sobre a importância da experiência, da formação acadêmica e da preparação técnica para atuar em funções jornalísticas.

Para Rita Donato, coordenadora do curso de jornalismo na FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação), o crescimento dos influenciadores digitais reflete uma transformação legítima no ecossistema da comunicação, mas não substitui o trabalho de um profissional formado para apurar e contextualizar fatos, além de identificar temas de interesse público. “Os influenciadores são relevantes na conexão com o público, mas o jornalismo é essencial para garantir a apuração ética, com responsabilidade social e análise crítica”, destaca a docente.

Rita acredita que a discussão não deve ser encarada como uma disputa entre jornalistas e influenciadores, mas como uma oportunidade para refletir sobre as diferentes funções.

“Enquanto influenciadores são especialistas em engajamento, proximidade com o público e produção de conteúdo voltado à experiência e ao entretenimento, jornalistas são formados para investigar, contextualizar informações, entrevistar fontes, interpretar dados e atuar com responsabilidade ética diante de temas de interesse coletivo”, complementa a especialista.

De acordo com Rita, em um cenário marcado pela desinformação e pela velocidade das mídias sociais, a qualificação profissional ganha ainda mais relevância. “Especificamente no caso do jornalista, há um código de ética a ser respeitado, o que garante que as informações serão apuradas com rigor, a partir de técnicas específicas, com respeito às fontes e à legislação”, explica.

Ao reconhecer que a presença de influenciadores, especialmente na cobertura esportiva, mobiliza o mercado, a professora defende que as instituições de ensino atualizem os conteúdos na sala de aula para tornar os profissionais mais competitivos, dinâmicos e responsáveis socialmente. “Hoje, veículos de comunicação e organizações precisam de profissionais capazes de compreender não apenas as ferramentas digitais, mas os impactos sociais, culturais e éticos da comunicação”, explica.

A especialista defende que os professores já estão preparados para formar alunos que precisam lidar com um ambiente hiperconectado. Segundo a professora, instituições especializadas em comunicação assumem um papel estratégico na formação de profissionais capazes de responder a esses desafios ao mesmo tempo em que fortalecem o jornalismo como ferramenta de inclusão.

“O futuro da comunicação não está na substituição dos jornalistas pelos influenciadores, mas na valorização de profissionais preparados para compreender a sociedade, interpretar contextos e produzir informação com qualidade e responsabilidade”, conclui Rita.

Sobre a FAPCOM

Fundada em 2005 pela Pia Sociedade de São Paulo (Paulinas e Paulinos), a FAPCOM – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, é uma instituição de ensino superior reconhecida pela excelência na formação em Comunicação, Filosofia e áreas correlatas. Com uma proposta que integra conhecimento, ética, inovação e responsabilidade social, a faculdade prepara profissionais para os desafios do mercado contemporâneo por meio de uma formação humanística, crítica e alinhada às transformações da sociedade e da tecnologia. 

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