Kaizen Mentoria propõe alternativa às maratonas de estudo e ganha alcance entre famílias de todo o país
Passar horas estudando e esquecer o conteúdo poucas semanas depois é uma frustração entre os estudantes. Ao observar esse padrão de perto, Victor Cornetta passou a investigar por que tantos jovens se dedicam aos estudos, mas têm dificuldade para reter o que aprenderam. A tentativa de responder a essa pergunta deu origem à Kaizen Mentoria.
Cornetta recorreu à ciência da aprendizagem. Em vez de oferecer mais horas de estudo ou reforço escolar convencional, passou a investigar quais fatores explicam a diferença entre alunos que conseguem consolidar o conteúdo e aqueles que o esquecem rapidamente.
A base está em um dos maiores estudos já feitos sobre o tema, conduzido por pesquisadores liderados por John Dunlosky, que comparou dez técnicas usadas por estudantes e concluiu que as mais populares, como releitura, resumo e marca-texto, estão entre as menos eficazes. No topo da lista de eficácia aparecem duas alternativas: a recuperação ativa, em que o aluno testa o próprio conhecimento por meio de exercícios em vez de apenas reler, e a revisão espaçada, que retoma o conteúdo em intervalos ao longo do tempo em vez de concentrá-lo em maratonas antes da prova. Ambas exigem mais esforço na hora, mas garantem que o aprendizado não se perca semanas depois.
“A memória funciona por conexão, não por repetição. Quando você estuda um tópico de forma isolada, sem relacionar com o que já sabe, o cérebro não tem onde ancorar aquela informação. Ela entra, fica um tempo e some. Mas, ao conectar o novo com algo que já se conhece, o cérebro cria vários caminhos para recuperar aquilo depois”, afirma Cornetta.
A partir dessas evidências, a Kaizen estruturou um método que combina acompanhamento individualizado, planejamento estratégico e técnicas de estudo eficazes.
Hoje, a Kaizen acompanha semanalmente mais de 700 estudantes, do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, em diferentes regiões do país. A empresa acaba de receber um aporte de R$ 5 milhões da Mercurial Atlantic Investments, sendo avaliada em mais de R$ 50 milhões, e projeta ampliar a atuação no Brasil antes de iniciar a expansão internacional.
Segundo o CEO, o crescimento da empresa acompanha uma mudança na forma como famílias e estudantes encaram o aprendizado. “A escola segue essencial, mas há uma busca crescente por métodos estruturados que ajudem o aluno a estudar melhor, sem aumentar a sobrecarga”, conclui Cornetta.












