Proposta elaborada por especialistas prevê idade mínima igual para homens e mulheres, sistema de capitalização, mudanças no BPC e aumento da contribuição do MEI
Por Redação Jornal União São Paulo
Foto gerada pelo chat GPT
Uma nova proposta de reforma da Previdência voltou a movimentar o debate econômico e político no Brasil. O texto, elaborado por especialistas e que deverá ser apresentado aos candidatos à Presidência da República, prevê mudanças importantes nas regras de aposentadoria e no financiamento do sistema previdenciário.
A principal medida é a elevação gradual da idade mínima para aposentadoria até 67 anos para homens e mulheres. Atualmente, pela regra permanente do INSS, a idade mínima é de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.
É importante destacar que a proposta ainda não foi aprovada pelo Congresso Nacional e não está em vigor. Portanto, as regras atuais do INSS continuam valendo normalmente.
A proposta prevê que a idade mínima seja elevada gradualmente até chegar a 67 anos para os dois sexos. Para compensar parcialmente o impacto sobre as mulheres, o texto estabelece um bônus de 1,5 ano no tempo de contribuição por filho, limitado a cinco filhos.
A justificativa para o aumento da idade está relacionada principalmente ao envelhecimento da população brasileira e ao crescimento das despesas previdenciárias.
Outra mudança estrutural seria a criação de um sistema previdenciário misto, combinando o atual modelo de repartição com a capitalização individual.
Pela proposta, parte das contribuições seria destinada a uma conta individual de capitalização, administrada por instituições privadas cadastradas e por um fundo público. Outra parcela permaneceria no sistema público.
A mudança alteraria significativamente a forma como as contribuições são utilizadas para financiar as aposentadorias.
Os microempreendedores individuais também seriam afetados. A proposta prevê elevar a contribuição previdenciária do MEI de 5% para 11%.
A medida aumentaria o valor pago mensalmente por esses trabalhadores, mas também ampliaria a arrecadação destinada à Previdência.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, também está entre os pontos da proposta.
Uma das ideias é permitir que o benefício tenha valor inferior ao salário mínimo, rompendo com a vinculação atualmente existente. O tema deve provocar forte debate, principalmente pelo impacto sobre famílias de baixa renda.
A proposta prevê ainda alterações na contribuição previdenciária das empresas. A ideia é reduzir a alíquota patronal para 16% sobre os salários até o teto do RGPS.
Em contrapartida, parte dos riscos relacionados a acidentes e doenças ocupacionais poderia ser transferida para seguros privados.
Os defensores da proposta argumentam que o envelhecimento da população e a redução da taxa de fecundidade devem aumentar a pressão sobre as contas da Previdência nas próximas décadas.
Segundo os especialistas responsáveis pelo estudo, sem mudanças estruturais, as despesas previdenciárias poderiam chegar a aproximadamente 17% do PIB até 2100. Com as medidas sugeridas, a estimativa seria estabilizar esse percentual em torno de 10% no longo prazo.
Apesar da repercussão, a proposta não altera as regras de aposentadoria atualmente vigentes.
Quem pretende se aposentar em 2026 continua submetido às regras da Reforma da Previdência de 2019 e às suas regras de transição.
Uma eventual mudança precisará passar pelo Congresso Nacional e, por envolver alterações constitucionais, deverá ser aprovada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Entre os principais pontos da nova proposta estão:
Idade mínima de até 67 anos para homens e mulheres;
Bônus de contribuição para mães;
Criação de um sistema com capitalização e repartição;
Aumento da contribuição do MEI de 5% para 11%;
Mudanças nas regras do BPC;
Alterações na Previdência dos servidores públicos;
Mudanças nas regras para professores e militares;
Redução da contribuição patronal para 16% até o teto do RGPS.












