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quarta-feira, 4 de março de 2026

Azia: como evitar a sensação de queimação no estômago?

Especialista alerta que mudanças simples no estilo de vida podem controlar a azia e evitar complicações mais graves

Por Assessoria de imprensa

Foto: Divulgação/Banco de imagens Freepik 

Quem nunca lidou com a sensação de queimação que surge no alto do abdômen e pode se espalhar até o peito e a garganta pode comemorar. O sintoma, mais conhecido como azia, é comum, desconfortável e, muitas vezes, tratado de forma imediata com medicamentos comprados sem orientação médica. No entanto, essa solução rápida nem sempre resolve a causa do problema — apenas mascara o desconforto.

O gastroenterologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Eduardo Berger, explica que mudanças de hábito podem solucionar o quadro de maneira permanente ou, ao menos, controlar os sintomas até que se obtenha o diagnóstico preciso do que provoca a sensação de queimação. Segundo ele, recorrer frequentemente a remédios sem investigar a origem da azia pode atrasar a identificação de doenças mais sérias.

Entre as principais medidas preventivas estão manter uma alimentação equilibrada, evitar longos períodos em jejum, controlar o peso corporal e cuidar da saúde emocional. “Tornar a rotina mais saudável é muito importante para solucionar a azia. Mas, mesmo com o sintoma eliminado, deve-se procurar um especialista para entender sua causa. Uma simples azia pode indicar diversas patologias. O diagnóstico correto é essencial para identificar qual é ela”, alerta o médico.

Diversas doenças podem ter a azia como sintoma. Entre elas estão gastrites, duodenites, hérnia de hiato, esofagite de refluxo, úlceras gástricas ou duodenais, além de condições mais raras. Por isso, o acompanhamento médico é indispensável, especialmente quando o desconforto se torna frequente.

O especialista também faz um alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos. “As drogas que atuam na redução drástica da produção de suco gástrico, habitualmente terminadas com o sufixo ‘prazol’, nunca devem ser usadas sem a prescrição do médico”, explica. Esses medicamentos, apesar de eficazes, podem trazer efeitos adversos quando utilizados de forma inadequada ou prolongada.

Mesmo o uso esporádico de antiácidos merece atenção. Produtos aparentemente inofensivos, como o bicarbonato de sódio, não devem ser consumidos de forma recorrente. “Quando essa alternativa é usada mais de três a quatro vezes por semana, já é um sinal de alerta que demonstra a hora de procurar um médico”, complementa.

Hábitos que podem provocar azia

Alguns comportamentos do dia a dia favorecem o surgimento da queimação e devem ser revistos:

  • Manter uma alimentação baseada em produtos industrializados, ricos em aditivos químicos e conservantes prejudiciais ao organismo;
  • Não ingerir líquidos em volume adequado — a recomendação média é de 2 a 3 litros por dia, dependendo das condições climáticas e das características individuais;
  • Exagerar no consumo de café, bebidas alcoólicas, refrigerantes e alimentos muito açucarados ou gordurosos;
  • Adotar uma dieta pobre em fibras, com baixo consumo de grãos, verduras, legumes, frutas e alimentos integrais;
  • Permanecer longos períodos em jejum, ultrapassando três horas entre as refeições;
  • Consumir refeições muito volumosas de uma só vez;
  • Estar acima do peso ou em quadro de obesidade;
  • Levar uma rotina estressante, com vida atribulada e presença de distúrbios emocionais.

A azia pode parecer um problema simples, mas, quando frequente, é um sinal de que algo no organismo não vai bem. Ajustes no estilo de vida são fundamentais, mas a avaliação médica continua sendo o passo mais seguro para garantir saúde e qualidade de vida.

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