Chegada da versão genérica produzida no país promete reduzir o custo da medicação em pelo menos 35% e amplificar o combate a complicações cardíacas e renais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o lançamento da versão genérica da empagliflozina no Brasil, fabricada pelo laboratório Prati-Donaduzzi. Indicado para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, o medicamento ganha mercado nacional trazendo como diferencial comprovado a capacidade de oferecer proteção cardiovascular e renal aos pacientes.
Com produção centralizada no polo farmacêutico de Toledo (PR) e distribuição em âmbito nacional, o fármaco chega como uma alternativa acessível para milhões de brasileiros que convivem com a condição ou com complicações associadas, como a insuficiência cardíaca e a doença renal crônica.
Economia e acessibilidade no tratamento
Por determinação da legislação brasileira de medicamentos genéricos, a nova versão chega às farmácias com um preço no mínimo 35% menor em relação ao medicamento de referência (Jardiance®). A redução no valor final é vista por endocrinologistas e cardiologistas como um avanço fundamental para aumentar a adesão ao tratamento de uso contínuo.
O medicamento estará disponível nas dosagens de 10 mg e 25 mg, em caixas com 30 comprimidos revestidos.
Como atua o medicamento
A empagliflozina pertence à classe dos inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2). O mecanismo de ação inovador atua diretamente nos rins:
- Eliminação de glicose: Inibe a reabsorção do açúcar pelos rins, fazendo com que o excesso de glicose seja excretado por meio da urina.
- Benefício cardiovascular: Reduz a pressão arterial e a sobrecarga de volume no coração, diminuindo o risco de mortes por causas cardiovasculares e hospitalizações por insuficiência cardíaca.
- Proteção renal: Diminui a pressão intraglomerular, retardando a progressão da perda da função renal em pacientes crônicos.
Impacto na saúde pública
O barateamento da terapia atende a uma demanda expressiva da população. No Brasil, estimam-se cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes tipo 2, além de 2 a 4 milhões diagnosticadas com insuficiência cardíaca e cerca de 6% da população adulta convivendo com algum grau de doença renal crônica.
Especialistas ressaltam que o acesso facilitado a terapias com tripla ação (glicêmica, cardíaca e renal) é crucial para evitar complicações graves a longo prazo e reduzir a pressão sobre a rede pública de saúde.











