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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Sarampo volta a preocupar e acende alerta no Grande ABC

Doença altamente contagiosa já provocou 23 casos no Estado de São Paulo em 2026; São Bernardo do Campo está entre os municípios que receberam reforço nas ações de vacinação

Por Redação Jornal União do ABC

Foto criada no chat GPT

O aumento dos casos de sarampo em São Paulo voltou a colocar a doença no centro das atenções das autoridades de saúde. Em 2026, o Estado já contabiliza 23 casos confirmados, contra apenas dois em todo o ano de 2025. A maior parte das ocorrências está concentrada na Capital, mas São Bernardo do Campo, no Grande ABC, também está entre os municípios com registros da doença, ao lado de Guarulhos.

A situação levou as autoridades a ampliar as estratégias de vacinação. Em São Bernardo, por exemplo, a recomendação passou a incluir a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias. A dose é uma medida adicional de proteção e não substitui as doses previstas no calendário de rotina.

São Bernardo é, até o momento, o principal ponto de atenção relacionado ao sarampo no Grande ABC. Em julho, o município passou a adotar medidas específicas após notificações e confirmações da doença. A Prefeitura mantém a vacinação nas 35 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e ampliou a oferta do imunizante com postos móveis em diferentes pontos da cidade.

A preocupação não se restringe a São Bernardo. As demais cidades da região — Santo André, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra — também reforçam a importância de manter a população imunizada. Em São Caetano, por exemplo, a Prefeitura informou em julho que não havia registros da doença desde 2020, mas manteve a vacinação como estratégia para impedir a circulação do vírus.

O alerta regional é importante porque o sarampo possui uma capacidade de transmissão muito elevada. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus antes mesmo de as manchas características aparecerem, favorecendo a disseminação em locais com grande circulação de pessoas.

Os primeiros sinais podem se confundir com os de outras infecções respiratórias. Entre os principais sintomas estão:

Febre alta, geralmente acima de 38,5 °C;

Tosse seca;

Coriza ou nariz entupido;

Conjuntivite, com irritação e vermelhidão nos olhos;

Mal-estar intenso;

Manchas vermelhas na pele, que normalmente começam no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham pelo corpo.

As manchas costumam surgir cerca de três a cinco dias após o início dos sintomas. Pequenas manchas esbranquiçadas dentro da boca, conhecidas como manchas de Koplik, também podem aparecer e são consideradas um sinal característico da doença.

O sarampo pode provocar complicações, principalmente em crianças pequenas, além de pessoas imunossuprimidas e gestantes. Entre os problemas que podem ocorrer estão pneumonia e outras complicações graves.

A principal maneira de evitar o sarampo é manter a vacinação em dia. A proteção é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. O Ministério da Saúde considera a imunização a principal medida para prevenir e controlar a doença.

No cenário atual, as autoridades ampliaram a recomendação de vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos nas áreas consideradas de maior risco, incluindo São Bernardo do Campo. A orientação também alcança pessoas que já foram vacinadas, conforme a estratégia epidemiológica adotada.

De forma geral, o esquema de rotina prevê duas doses para pessoas de 1 a 29 anos e uma dose para adultos de 30 a 59 anos, enquanto trabalhadores da saúde devem comprovar duas doses. Bebês de 6 a 11 meses podem receber a dose zero quando houver recomendação epidemiológica.

Além da vacinação, algumas medidas ajudam a reduzir a transmissão:

1. Confira a carteira de vacinação.

Quem não tem certeza sobre as doses recebidas deve procurar uma UBS para verificar a situação vacinal.

2. Vacine as crianças dentro do prazo.

A dose zero indicada em situações específicas não substitui as doses de rotina.

3. Fique atento aos sintomas.

Febre alta acompanhada de tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas deve ser avaliada por um profissional de saúde.

4. Evite contato com outras pessoas em caso de suspeita.

Como o sarampo é altamente transmissível, é importante evitar circular por escolas, locais de trabalho e ambientes lotados enquanto houver suspeita da doença e buscar orientação médica.

5. Informe ao profissional de saúde sobre viagens e possíveis contatos.

O Brasil mantém o status de país livre da transmissão endêmica do sarampo, mas casos associados a viagens internacionais podem reintroduzir o vírus. 

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