População do Jardim Senhor do Bonfim questiona intervenções em área verde com vegetação nativa e nascente e cobra fiscalização dos órgãos responsáveis
ação ambiental e reúne vegetação nativa, uma nascente e espécies da fauna silvestre. A área é considerada pela comunidade importante para a preservação dos recursos hídricos e para o equilíbrio ambiental da região.
Nos últimos meses, a população passou a acompanhar o avanço de intervenções no terreno, incluindo retirada de vegetação e intensa movimentação de terra com máquinas pesadas. As alterações, segundo os moradores, modificaram significativamente as características da área.
“Estamos vendo uma área que deveria ser protegida sendo alterada diante dos nossos olhos. Queremos saber quem autorizou essas intervenções e quem está fiscalizando”, afirmam moradores do bairro.
De acordo com a comunidade, diversas denúncias foram encaminhadas aos órgãos competentes, com pedidos de fiscalização e esclarecimentos sobre as atividades realizadas no local. Até o momento, porém, os moradores dizem não ter recebido informações suficientes sobre a autorização das intervenções e as medidas adotadas para garantir a proteção ambiental da área.
“A população tem o direito de saber quais estudos foram realizados, quais são as condicionantes do licenciamento e se elas estão sendo cumpridas. Não podemos simplesmente assistir à destruição de uma área ambientalmente importante sem respostas”, relatam os moradores.
Entre os principais questionamentos apresentados pela comunidade estão a existência de autorização para as obras, os estudos ambientais que teriam embasado eventuais licenciamentos e o cumprimento das condicionantes ambientais.
Os moradores também querem saber qual órgão é responsável pelo acompanhamento e pela fiscalização das intervenções e se foram identificados possíveis impactos sobre a nascente, a vegetação e a fauna existentes na área.
A comunidade afirma possuir registros fotográficos e imagens aéreas que mostram as alterações ocorridas no terreno. Os materiais, segundo os moradores, poderão ser apresentados aos órgãos responsáveis para auxiliar em uma eventual fiscalização técnica.
“Não somos contra o desenvolvimento da cidade, mas queremos que a legislação ambiental seja respeitada. Se houver irregularidades, esperamos que as autoridades tomem providências antes que os danos sejam irreversíveis”, afirmam.
Os moradores defendem uma fiscalização técnica, transparente e independente para esclarecer a situação e verificar se as intervenções estão de acordo com as autorizações e normas ambientais vigentes.
A comunidade também cobra um posicionamento formal da Prefeitura de São Bernardo do Campo e da CETESB sobre as intervenções e as providências que estão sendo adotadas para garantir a preservação da área.
Diante destas solicitações, nossa redação entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Bernardo do Campo e da CETESB. A assessoria da prefeitura nos retornou com a seguinte mensagem:
“A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal, informa que as intervenções ambientais na área do Jóquei Club, nas proximidades do Jardim Senhor do Bonfim, com corte de árvores, impactos à vegetação e aterramento de nascentes, foram autorizadas pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), por meio do Alvará de Licença Metropolitana – Projetos de Recuperação Ambiental em Mananciais nº 48/0010/2020, emitido em 25/09/2020 e renovado em 03/12/2025.
Esclarece, ainda, que a fiscalização quanto à regularidade das intervenções ambientais, ao cumprimento das condicionantes da licença e à apuração de eventuais infrações ambientais relacionadas às obras é de competência da Cetesb, órgão responsável pelo licenciamento ambiental do empreendimento”.
Quanto à CETESB, fizemos contato mas não tivemos resposta até o momento do fechamento desta edição.














