Iniciativa gratuita oferece acolhimento, informação e espaço para troca de experiências entre pretendentes e famílias que já vivenciam a parentalidade adotiva
São Bernardo do Campo conta, há pouco mais de dois anos, com uma iniciativa dedicada a acolher, orientar e preparar pessoas interessadas em construir uma família por meio da adoção. Criado em 2024, o Grupo de Apoio à Adoção (GAA) Anjos da Guarda promove encontros presenciais mensais voltados a pretendentes à adoção e famílias que já vivenciam a parentalidade adotiva.
Coordenado pela psicóloga, palestrante, escritora e mãe pela via da adoção Maria Angélica Amarante dos Anjos, o grupo oferece os encontros de forma gratuita e voluntária, criando um espaço de escuta, informação e compartilhamento de experiências sobre as diferentes etapas e desafios que envolvem a adoção de crianças e adolescentes.
As próximas reuniões estão programadas para os dias 5 de setembro, 3 de outubro, 7 de novembro e 5 de dezembro, sempre das 13h às 16h, na região central de São Bernardo do Campo.
No dia 5, a convidada será Izabel Damasceno, que como assistente social e coordenadora de uma casa de acolhimento irá partilhar sobre o tema: “Preconceito racial: a vida das crianças e adolescentes negros nos abrigos”.
A iniciativa busca contribuir para que a decisão pela adoção seja tomada de maneira consciente e responsável, considerando, principalmente, as necessidades e a história de vida da criança ou do adolescente. Durante os encontros, são abordados temas relacionados à preparação para a chegada do filho, construção de vínculos, adaptação familiar, adoção tardia, grupos de irmãos, preconceitos, desafios da parentalidade adotiva e outras particularidades que podem estar presentes nessa trajetória.
Preparação vai além da espera na fila
A importância de iniciativas como o GAA Anjos da Guarda ganha ainda mais relevância diante do cenário da adoção, onde cerca de 5 mil crianças e adolescentes estão disponíveis para serem adotados.
Os números ajudam a mostrar que a adoção não se resume à existência de uma fila de pretendentes. O perfil desejado por muitas famílias nem sempre corresponde ao perfil das crianças e adolescentes que aguardam uma oportunidade de convivência familiar. Por isso, a preparação e o acesso à informação são etapas fundamentais para que os pretendentes possam compreender a realidade da adoção e os diferentes desafios que podem surgir ao longo do processo.
É justamente nesse contexto que atua o GAA Anjos da Guarda.
De forma voluntária, Maria Angélica prepara materiais, promove discussões e convida profissionais e representantes de diferentes áreas e grupos ligados à adoção para participarem das reuniões. A proposta é levar informação aos participantes e, ao mesmo tempo, criar um ambiente no qual dúvidas, expectativas, inseguranças e experiências possam ser compartilhadas.
“Nosso objetivo é acolher, orientar e, principalmente, preparar as pessoas para a realidade da adoção. Não queremos romantizar esse processo, mas mostrar que a parentalidade adotiva é construída no dia a dia, com desafios, aprendizados, responsabilidades e muito afeto. A troca de experiências ajuda a fortalecer as famílias e a tornar essa caminhada mais consciente”, afirma Maria Angélica.
Espaço também para quem já adotou
Embora parte do trabalho seja direcionada a pessoas que estão se preparando para adotar, o GAA Anjos da Guarda também recebe famílias que já passaram pelo processo e desejam compartilhar suas experiências ou encontrar apoio diante dos desafios da parentalidade adotiva.
A convivência entre famílias em diferentes momentos da trajetória permite que os participantes conheçam experiências reais, compreendam que dúvidas e dificuldades podem fazer parte do processo e encontrem outras pessoas com vivências semelhantes.
A proposta também é combater a idealização da adoção e estimular uma visão que coloque a criança e o adolescente no centro da discussão. Mais do que atender ao desejo de uma família de ter um filho, a adoção tem como finalidade garantir à criança ou ao adolescente o direito à convivência familiar e comunitária, sempre considerando seu melhor interesse.
O Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento reúne informações sobre crianças e adolescentes em acolhimento e sobre pretendentes habilitados, permitindo o acompanhamento dos processos e o cruzamento de perfis para a busca de famílias.
Para Maria Angélica, ampliar o acesso à informação é uma das formas de contribuir para que mais pessoas estejam preparadas para compreender que cada história de adoção é única.
“A adoção não começa no momento em que a criança chega em casa. Existe uma preparação anterior e, depois da chegada, existe todo um processo de construção de vínculos, adaptação e pertencimento. Por isso, ter um espaço de apoio antes, durante e depois da adoção faz diferença para as famílias”, destaca.
Com encontros gratuitos e abertos a pretendentes e famílias adotivas, o GAA Anjos da Guarda busca fortalecer uma rede de apoio no Grande ABC e contribuir para que a adoção seja compreendida de maneira mais responsável, realista e acolhedora.
Serviço
Grupo de Apoio à Adoção Anjos da Guarda (GAA)
Próximos encontros: 5 de setembro, 3 de outubro, 7 de novembro e 5 de dezembro
Horário: Das 13h às 16h
Local: São Bernardo do Campo
Público: Pretendentes à adoção e famílias adotivas, bem como profissionais e estudantes de áreas afins (Psicologia, Direito e Assistência Social) e interessados no tema
Participação: Gratuita
Mais informações e inscrições: (11) 97257-5660
Sobre o GAA Anjos da Guarda
Fundado em abril de 2024, o Grupo de Apoio à Adoção Anjos da Guarda está localizado em São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC. Coordenado pela psicóloga, palestrante, escritora e mãe pela via da adoção Maria Angélica Amarante dos Anjos, o grupo promove encontros presenciais mensais e gratuitos para oferecer acolhimento, orientação e troca de experiências sobre adoção e parentalidade adotiva.
A iniciativa tem como foco a preparação consciente de novos pretendentes, a desconstrução de idealizações sobre a adoção e o fortalecimento de famílias que já passaram pelo processo, contribuindo para a construção de uma rede de apoio e informação em torno da adoção.












